Originária da região da Ahmadabadh, Kaira, Baroda, Nariad, Pij, entre outros, no Estado de Gujarat, no centro da Costa Oriental da Índia, e geralmente integrada por animais de grande porte, ótimos para produção de carne e leite, a raça guzerá sofreu benéfica seleção ao ingressar em solo brasileiro. Na Índia, os criadores profissionais da raça, denominados Rabaús, Bharwads, são muito orgulhosos de seus plantéis, dedicando-lhes especial atenção.
Os animais da raça guzerá se destacam à primeira vista por seu porte imponente, cabeça alta e chifres grandes, em forma de lira. A pelagem varia do cinza claro ao escuro, podendo ser branca nas fêmeas.
Em 1998, o Conselho Deliberativo Técnico das Raças Zebuínas aprovou a descorna de animais da raça guzerá. A pele preta, bem pigmentada, os membros bem desenvolvidos e bem musculados, permitem ao guzerá resistir a longas caminhadas sob o sol tropical, à procura de água e alimento. Adapta-se muito bem no Nordeste brasileiro, povoando desde áreas férteis litorâneas, passando pelo agreste, até o sertão semi-árido. Sua rusticidade permite-lhe atravessar longos períodos de seca, comuns no sertão nordestino brasileiro.
Como todas as raças zebuínas, apresenta baixo peso ao nascer(30 kg os machos e 28 kg as fêmeas), sem provocar qualquer dificuldade do parto, seja na primeira cria da novilha, ou nos partos subseqüentes. A habilidade materna e a boa produção de leite das vacas garantem o bom desenvolvimento dos bezerros na fase de aleitamento.
O ímpeto de ganho em peso dos animais da raça é muito bom, ultrapassando com facilidade médias superiores a 1.000 gramas/dia em regime de confinamento. A produção leiteira de vacas adultas, em 305 dias de lactação, em manejo de nível regular, é muito boa. Não raro, vacas guzerá ultrapassam os 5.000 kg de leite por lactação.
Raça extremamente fértil, reproduzindo-se mesmo em condições adversas, contribuiu muito para o azebuamento do rebanho nacional.

Contribuiu também para a formação de novas raças, como a Pitangueiras e o Guzolando, melhorando sensivelmente a viabilidade econômica de exploração de raças taurinas no nosso meio ambiente.
A habilidade materna da raça acompanhada de bom manejo permite pesos à desmama bem superior a 200Kg, tanto para os machos quanto para fêmeas. Adultas, as fêmeas podem atingir 600kg e os machos 1.000 kg. Vacas adultas medem 158cm em média de comprimento e 152 cm de altura posterior. Os machos 175cm de comprimento do corpo, 164cm de altura posterior e 235 cm de perímetro torácico. A circunferência escrotal média para animais adultos é de 41 cm.
Tabela: Médias de pesos (kg) aos 205, 365 e 550 dias de idade, para machos e fêmeas nos regimes de pasto (I), semi-confinados (II),confinados (III) e das exposições de Uberaba (IV).
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MACHOS |
FÊMEAS |
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I |
II |
III |
IV |
I |
II |
III |
IV |
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205 |
155 |
168 |
186 |
230 |
143 |
155 |
171 |
215 |
|
365 |
207 |
256 |
289 |
310 |
189 |
236 |
258 |
275 |
|
550 |
282 |
368 |
397 |
430 |
247 |
319 |
360 |
365 |
FONTE: ABCZ/SUT/SMG -2000
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