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Raças Zebuínas

Uma bovinocultura sustentável econômica e ambientalmente requer planejamento que contemple ações nas áreas de genética, manejo sanitário, nutricional e reprodutivo.

As raças zebuínas, Bos indicus, originárias da Índia, em sua história de seleção milenar, reúne todos os predicados genéticos para se adaptar aos nossos sistemas de produção de carne ou leite tropicais.

Introduzidas no Brasil a partir do Séc. XIX, a genética zebuína promoveu uma verdadeira revolução na pecuária nacional, ou melhor dizendo, propiciou o surgimento de uma pecuária de fato para as nossas condições de criação.

Pela sua incrível capacidade de adaptação e produção nos trópicos, as raças zebuínas representam mais de 80% do efetivo bovino nacional, sob a forma de animais puros ou cruzados.

Por esses motivos, conheça aqui as raças zebuínas e como elas são ideais à pecuária tropical, com capacidades de se adaptarem aos diferentes biomas e para atendimento às expectativas das demandas dos mercados regionais.

Objetive alcançar resultados em seu plano de negócios com a altíssima qualidade genética do ZEBU BRASILEIRO!

 

Brahman
Formada nos EUA, a raça Brahman é fruto de cruzamentos de zebuínos da Índia e do Brasil introduzidos naquele país na década de 1920, especialmente Guzerá, Nelore, Gir e Indubrasil. Presente em mais de 70 países, a raça foi introduzida oficialmente em solos brasileiros em 1994, passando a ser registrada pela ABCZ e desde então vem obtendo excelentes resultados produtivos. A raça conta com 224.481 animais registrados (nov/2020) apresentando peso médio a desmama de 198 kg para machos e de 186 kg para fêmeas. Ao sobreano os machos atingem 330 kg e as fêmeas  282 kg, quando criados a pasto.

Cangaian
Raça de porte mais reduzido em relação às demais raças, excetuando-se a Punganur, que é  a menor das zebuínas no Brasil. Caracterizam-se por uma pelagem firme, sempre em tons de cinza, especialmente nos machos. Uma marrafa bem estreita com chifres estacados completam o padrão da raça. É muito rústica e de temperamento mais vivo.

Guzerá
É a raça mais antiga, com representação arqueológica milenar. Também é o zebuíno mais antigo na seleção genética brasileira. Os altivos chifres em lira são o símbolo dessa raça. É excelente para a produção de leite e carne, tanto em climas amenos quanto em quentes e secos. O grupo genético resultante de seu cruzamento com o gado Holandês, comumente chamado de Guzolando, é uma forte realidade na produção leiteira nacional. A raça conta com 499.526 animais registrados (nov/2020). Os machos atingem 187 kg a desmama e as fêmeas 175 kg. Ao sobreano, em regime de pasto, os machos atingem 312 kg e as fêmeas 270 kg. Nas linhagens leiteiras, a produção média de leite é da ordem de 2.194 kg de leite por lactação com 4,86% de gordura.

Gir
Tradicionalmente é um grande fornecedor de genética leiteira, tanto por suas qualidades raciais específicas, quanto para servir de base para a fundação de outras raças como a Girolando. A raça Gir é vastamente utilizada nas principais bacias leiteiras do Brasil como os estados de Minas Gerais, Goiás e São Paulo e em outras regiões. Núcleos de seleção para corte e/ou dupla aptidão também são encontrados. Apresenta a variedade mocha. A raça conta com 807.790 animais registrados (nov/2020). A produção média por lactação é de 3.745,50 Kg com 4,43% de gordura e 3,34% de proteína. O peso médio a desmama para os machos é de 149 kg e para as fêmeas de 139 kg. Ao sobreano os machos atingem 272 kg e as fêmeas 236 kg.

Indubrasil
Também possuem características altamente produtivas e se encontram em diferentes regiões do país criando opção de criação como raça pura ou para cruzamentos. Bem adaptados, são animais para diferentes tipos de sistemas produtivos. Foi o primeiro neozebuíno formado no Brasil, com grande destaque pelo seu porte e desenvolvimento. A raça também apresenta variedade mocha. O volume de animais registrados é de 215.002 (nov/2020). o peso médio dos machos é de 181 kg e o das fêmeas de 167 kg. Ao sobreano, os machos atingem 320 kg e as fêmeas 268 kg.

Sindi
Originário do Paquistão é o gado perfeito para climas áridos, mas também com excelente desempenho em climas mais amenos. Apresenta boa produtividade para a produção de carne e leite. Uma raça bastante homogênea, especialmente caracterizada por suas pelagens de tons predominantemente vermelhos. Apresenta variedade mocha. A raça conta com 34,448 animais registrados (nov/2020). O peso médio a desmama para os machos é de 160 kg e para as fêmeas de 148 kg. Ao sobreano os machos atingem 303 kg e as fêmeas 244 kg. A produção média de leite em linhagens da raça é de 1.706,10 kg.

Nelore / Nelore MochoDifundida por todo território nacional, predomina nos nossos sistemas de criação como raça pura ou como base para todos os cruzamentos. Com destacada fertilidade, capacidade de adaptação a vários sistemas de produção, precocidade e desempenho em peso, contribui efetivamente para a produção de carne no país. A pelagem varia predominantemente do branco ao cinza e suas combinações, mas apresenta também variantes pintadas ou malhadas de preto ou vermelho, que ocorrem em menor frequência. A variedade mocha da raça surgiu no Brasil. A raça conta com 10.207.742 animais registrados (nov/2020) para os animais portadores de chifres e 826.314 para os animais mochos. O peso médio dos machos a desmama é da ordem de 192 kg e o das fêmeas de 171 kg. Ao sobreano os machos atingem 326 kg e as fêmeas 277 kg.

Tabapuã
O Tabapuã é uma raça brasileira de corte formada especialmente na década de 1940, fruto do trabalho sistemático de vários criadores dos Estados da Bahia, Goiás, Paraná, Minas Gerais e São Paulo. A oficialização da raça teve como referência o núcleo de seleção do município de Tabapuã – SP, de onde provem o seu nome. A raça tem como característica fundamental o biótipo produtor de carne, sendo totalmente mocha, desde sua concepção inicial. Conta com 461.794 animais registrados (nov/2020). O peso médio dos machos a desmama é de 195 kg e o das fêmeas de 180 kg. Ao sobreano os machos atingem 326 kg e as fêmeas 276 kg.

Punganur
Raça de pequeno porte, também originária da Índia. É a menor entre as raças zebuínas e apresenta semelhança racial com a Nelore, embora divirja totalmente no porte. Seu reconhecimento como raça e início do registro genealógico é bem recente, tendo iniciado em 2019.

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