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28 DE JANEIRO DE 2026. POR ERIKA MACHADO

Com participação da Fazu, Projeto Sentinela monitora avanço da cigarrinha-do-milho no Triângulo Mineiro

Com participação da Fazu, Projeto Sentinela monitora avanço da cigarrinha-do-milho no Triângulo Mineiro
Cerca de 31 milhões de toneladas de milho são perdidas todos os anos no Brasil em decorrência da cigarrinha-do-milho. O dado foi apresentado durante o lançamento do Projeto Sentinela, realizado no Espaço ABCZ Mulher, iniciativa voltada ao monitoramento e à divulgação de informações sobre a presença da praga na região do Triângulo Mineiro.

A proposta surgiu da necessidade de acompanhar de forma mais sistemática a dinâmica populacional da cigarrinha em uma das principais regiões produtoras do país. O projeto reúne esforços de diferentes setores.

“Existem projetos específicos em outras regiões do país e a nossa região estava, de certa forma, descoberta. Então reunimos a iniciativa privada, o poder público e vários parceiros, em um trabalho feito a várias mãos, para essa investigação. Hoje, temos armadilhas instaladas em Uberlândia, Uberaba, Conquista e também em Barretos, no estado de São Paulo, para acompanhar essa dinâmica populacional da praga”, explica a entomologista Gabriela Vieira, da Juliagro.

Nesta primeira etapa, o monitoramento foi realizado ao longo de quase seis meses. Mesmo durante o período de entressafra, a equipe identificou a presença da cigarrinha, além do surgimento de novas variedades.

“Quando a cultura volta ao campo, como a cigarrinha se reproduz muito bem no milho, observamos um aumento da população. Por isso, é fundamental que esse monitoramento aconteça ao longo do tempo, não apenas quando a planta está no campo, mas também durante a entressafra, para que possamos compreender toda a dinâmica populacional da praga”, complementa Gabriela.

​​​​​​​Outro ponto de atenção identificado pelo Projeto Sentinela foi a presença inédita da cigarrinha africana na região. A espécie havia sido registrada pela primeira vez no Brasil em 2023, no estado de Goiás.

“Identificamos, pela primeira vez na nossa região, a cigarrinha africana. Esse registro mostra como a praga vem se dispersando rapidamente pelas regiões produtoras de milho”, afirma Luan Odorizzi, professor da Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba).

O Projeto Sentinela conta com a parceria da Fazu, braço educacional da ABCZ, que participa da iniciativa por meio de projetos de extensão, contribuindo com pesquisa aplicada e geração de conhecimento para o campo.

​​​​​​​“Existem várias instituições de pesquisa e extensão na região Sul do Brasil, e a Fazu se destaca como a primeira instituição de ensino em Minas Gerais, e até mesmo no Sudeste, a pensar diretamente no produtor, levando informações consistentes e úteis para quem está no campo”, completa Odorizzi.

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