Brazilian Cattle: mercado internacional amplia demanda por genética zebuína brasileira
Esse movimento também se reflete na presença crescente de delegações estrangeiras junto à entidade, com destaque para o aumento da participação internacional durante a ExpoZebu.
“O aporte de visitantes internacionais na ExpoZebu, em especial, cresce a cada ano. Temos vivido situações que são ‘problemas bons’ de resolver, como a superlotação do nosso Salão Internacional, o que nos deixa muito satisfeitos”, afirma a supervisora de Relações Internacionais da ABCZ, Raquel Borges.
A apresentação do balanço contou com a presença do presidente da ABCZ, Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, do diretor Internacional da entidade, Bento Mineiro, e de representantes da ApexBrasil. Durante o encontro, foi destacado o papel estratégico do agronegócio nas exportações brasileiras.
Segundo Anderson Dib, gestor de Projetos Setoriais da GEAGRO ApexBrasil, desde 2023 o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) abriu 527 novos mercados de exportação, grande parte deles ligada diretamente à pecuária nacional.
“Estamos bastante otimistas. A abertura de mercados significa que, uma vez habilitados, os produtos brasileiros podem acessar novos destinos. Houve um avanço importante, especialmente na África, com 22 mercados abertos, além de outros que seguem em negociação. Esse movimento é crucial para a nossa atividade”, explica.
Grande parte desse avanço no mercado internacional é resultado das ações desenvolvidas pelo Brazilian Cattle. Prova disso é a renovação do convênio com a ApexBrasil até 2027, que passou de R$ 3 milhões, em 2022, para R$ 6 milhões, em 2025; um aumento de 66%.
Somente no último ano, foram realizadas mais de 200 ações regulatórias, incluindo orientações, consultorias e, principalmente, abertura de novos mercados.
“Com base nos dados do Mapa, entre 2023 e 2025, tivemos 61 aberturas de mercado, sendo 30 somente em 2025. Isso representa cerca de 50% das aberturas realizadas nos últimos anos. Esses dados mostram como o mundo enxerga o Brasil como um grande exportador de material genético e de melhoramento genético”, destaca Izabelle Jardim, consultora de Assuntos Regulatórios da ABCZ.
O crescimento também é refletido no número de empresas parceiras da ABCZ. Em 2020, eram 54 empresas associadas; atualmente, são 129. E como o interesse internacional vai além da genética, abrangendo também soluções tecnológicas, as oportunidades se ampliam para toda a cadeia produtiva.
“Vemos como uma excelente oportunidade de visibilidade e de apresentação de tecnologia, que é justamente a função da nossa empresa, levando inovação ao mercado”, afirma Evaldo Segatto, gerente nacional da Axiota Animal Health.
Mel Rolin, da Campo Fácil, também destaca os resultados da parceria. “Ao nos associarmos, conseguimos expandir nossa atuação. Em apenas quatro meses, já alcançamos cinco países, levando nossos produtos a novos mercados.”
“Quando formamos um pool de empresas, agregamos valor, ampliamos nossa presença e diversificamos o portfólio. Isso torna o Brasil muito mais atrativo para o investidor e para o comprador estrangeiro”, finaliza Raquel Borges.