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03 DE MARÇO DE 2026. POR THAÍS FERREIRA

Zebu leiteiro: ABCZ cria Certificado F1 Max para identificar fêmeas com superioridade genética

Zebu leiteiro: ABCZ cria Certificado F1 Max para identificar fêmeas com superioridade genética
Nova certificação fortalece o uso do cruzamento dirigido e amplia a valorização da genética zebuína no leite

Durante a ExpoZebu 2026, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) passará a emitir o Certificado F1 Max, iniciativa voltada à identificação de fêmeas F1 com superioridade genética e elevado potencial para produção de leite. O certificado reconhece animais resultantes do cruzamento entre raças zebuínas e taurinas, desde que atendam a critérios técnicos rigorosos.

“O Certificado F1 Max tem como objetivo valorizar a genética zebuína aplicada à pecuária leiteira, oferecendo ao mercado uma ferramenta confiável para a identificação de fêmeas mestiças com desempenho comprovado”, destaca o gerente de melhoramento genético do leite da ABCZ, Rafael Vizoná.

Para receber o certificado, a fêmea F1 deve possuir registro de Certificado de Superioridade Genética (CSG) e ser proveniente de cruzamentos específicos, como Guzerá x Holandês (Guzolando), Guzerá x Jersey (Guzjer), Sindi x Holandês (Sindolando) e Sindi x Jersey (Sinjer), sem prejuízo de outros grupos genéticos que venham a atender os requisitos do regulamento.

Entre os critérios estabelecidos, está a exigência de que pai e mãe apresentem PTA (Predicted Transmitting Ability) positiva para leite no ano de concepção do produto. Além disso, a matriz, mãe do animal F1, deve comprovar, por meio de Relatório Individual de Lactação (RIL) emitido sem pendências, pelo menos uma lactação com produção superior à média do seu sistema de produção no ano de secagem. Uma vez atingida essa qualificação fenotípica, ela passa a valer de forma permanente ao longo da vida da matriz, independentemente de lactações posteriores.

“A exploração da heterose na produção comercial já é um fato, uma vez que esse efeito genético, por si só, pode agregar aumentos de 10% a 20% na produção, decorrentes da heterozigose, que é a base genética da heterose. O F1 Max, além de garantir esse efeito, assegura que a genética aditiva melhoradora, outra importante fonte de ganhos, esteja presente naquele animal”, destaca o superintendente técnico da ABCZ, Luiz Antonio Josahkian.

A média de produção utilizada como referência será calculada a partir dos sistemas de produção previstos no Regulamento do Serviço de Controle Leiteiro da ABCZ, divididos entre Sistema Básico e Sistema Potencializado. Essa classificação considera diferentes regimes alimentares, incluindo sistemas a pasto, confinamento, produção orgânica e uso de tecnologias como ocitocina e somatotropina bovina recombinante (bST). Para garantir maior precisão, lactações consideradas outliers serão desconsideradas no cálculo das médias.

A ABCZ será responsável pela atualização periódica da lista de fêmeas aptas a produzir descendentes elegíveis ao Certificado F1 Max. Os animais identificados como F1 Max deverão receber marcação na perna direita, acima da série única, com marca exclusiva definida pela entidade.

O logo e a identidade visual do Certificado F1 Max foram desenvolvidas pela agência Fórmula P, liderada pelo publicitário Paulo Fernando. “O símbolo traduz, de forma visual e contemporânea, a essência do programa: a convergência entre tradição e inovação na pecuária leiteira. A união do Z, que remete ao Zebu, com o X, símbolo do cruzamento, dá origem a um ícone forte e equilibrado, que representa a harmonia entre a genética zebuína e o avanço do melhoramento genético por meio dos cruzamentos dirigidos”, explica.

Criadores interessados na emissão do Certificado F1 Max devem entrar em contato com a ABCZ. Os certificados trarão informações sobre a avaliação genética dos progenitores do produto F1, além das chancelas da ABCZ e, quando houver manifestação, da associação promocional da raça zebuína envolvida no cruzamento. As taxas para emissão do certificado serão definidas pela diretoria da ABCZ.

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