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04 DE MARÇO DE 2026. POR THAÍS FERREIRA / FOTO: FPA

Em Brasília, ABCZ participa de reunião que debate impactos da redução da jornada de trabalho

Em Brasília, ABCZ participa de reunião que debate impactos da redução da jornada de trabalho
A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) participou, na tarde desta terça-feira (3), da Reunião-Almoço da Coalizão das Frentes Produtivas, realizada na sede da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em Brasília (DF). A entidade foi representada pelo diretor de Relações Governamentais, Jorge Antonio Pires de Miranda.

O encontro reuniu mais de 50 entidades empresariais e frentes parlamentares ligadas ao setor produtivo para discutir os impactos da proposta de redução da jornada semanal de trabalho e o fim da escala 6x1.

Mais de 50 senadores e deputados federais marcaram presença, bem como organizações como a Fiesp, e todas as entidades representativas da FPA e do IPA (Instituto Pensar Agropecuária), incluindo a Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo, Frente Parlamentar do Biodiesel, Frente Parlamentar do Comércio e Serviços, Frente Parlamentar do Brasil Competitivo, Confederação Nacional da Indústria, Fecomércio, Confederação Nacional das Instituições Financeiras, Firjan, entre outras.                                                                                                       

Durante a reunião, foi apresentado estudo técnico elaborado pelo professor José Pastore, da Universidade de São Paulo (USP), e pelo advogado trabalhista Eduardo Pastore. O levantamento aponta que a redução da jornada para 40 horas semanais pode elevar o custo unitário do trabalho em 10%, enquanto a diminuição para 36 horas pode gerar aumento de 22%, além de ampliar os riscos de judicialização.

Segundo Jorge Antonio Pires de Miranda, todas as entidades presentes subscreveram manifesto contrário à proposta de mudança. “O tema foi amplamente debatido, inclusive com a palestra do professor José Pastore, que trouxe uma análise técnica e fundamentada sobre os impactos da medida. Trata-se de uma proposta com viés demagógico, especialmente em ano eleitoral, que não tende a gerar ganhos reais para os trabalhadores. Ao contrário, pode resultar em aumento da carga tributária e elevação de custos para os diversos segmentos produtivos, afetando diretamente a competitividade e a geração de empregos”, afirmou.

A Coalizão das Frentes Produtivas defende que eventuais alterações na legislação trabalhista sejam precedidas de estudos de impacto econômico e discutidas com base em ganhos de produtividade, de modo a preservar a competitividade dos setores produtivos e a manutenção de empregos no país.

 

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